Espirito de caravana
O texto é curtinho, então vai ouvindo isto enquanto você lê, ok?
Bem, o mote dos últimos dias foi: coisas boas acontecem fora de casa. Ontem encontrei com um dos poucos bons amigos que considero ter feito na faculdade. Gosto particularmente deste sujeito, pois sempre que converso com ele acabo tendo uns estalos – foi ele quem me falou pela primeira vez do livro Psicanálise do Fogo, do filósofo Bachelard, coincidência ou não o meu amigo é ótimo em me gerar ignições. O que me bateu com o papo que levamos, além das especulações acadêmicas e das criticas aos métodos não interdisciplinares em ciências sociais, me serviu pra ver alguns caminhos fora de Sampa.
Várias foram as conversas soltas por ai que me fizeram coçar atrás da orelha, pensar a quanto tempo estou aqui em São Paulo. Não conheço nada daqui, mas também não tenho mais muita vontade de ficar tentando achar mais do que tenho. Estou me sentindo um tanto estagnado. Nenhuma das pequenas mudanças de rotina, nenhuma das pequenas ações paliativas me fizeram sentir a sensação que eu estou procurando.
Cinco anos. Hora dar ouvidos ao sangue de cigano.
No meu copo agora só um restinho da cachaça, no som vai rolando um bom som com cara bardo de caravana. =]
Bons Sonhos.